sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Desemprego

De forma geral consideramos o emprego como sendo o cargo ou a ocupação remunerada de uma pessoa, o que a coloca no grupo da população denominada População Economicamente Ativa (PEA).
Considera-se a existência de três grandes categorias de PEA:
-Autônomos: como o próprio nome diz, não são empregados diretos de ninguém. Eles oferecem seu trabalho a quem se interessar, recebendo por dia ou por tarefa, pelo serviço prestado ou pela mercadoria vendida;
-Empregadores: são as pessoas que dispõem de capital e resolvem aplicá-lo na produção de algum produto ou serviço , seja uma fazenda, fabrica, escritório ou outras atividades.Se o negócio é relativamente grande, esse investidor precisará contratar mão de obra para que a produção e o serviços sejam executados.Portanto, os empregadores são os que oferecem emprego;
-Empregados: são aquelas pessoas que não tem capital próprio e só dispõem de sua força de trabalho para vender. Eles dependem de algum empregador que tem interesse em contratá-lo e pagar a ele um salário em troca do seu trabalho.

O desemprego é, sem dúvida, um dos grandes problemas desse século, especialmente com o incremento da globalização. Essa questão já não se enquadra somente na realidade de países como o Brasil e todos emergentes e subdesenvolvidos, entretanto, apresenta-se em todas as nações, até mesmo na Europa, salvo os Estados Unidos, que não passam por isso devido às fases de crescimento econômico vivenciadas no governo Bill Clinton. 


A falta de trabalho atinge o estado, o trabalhador e sua família. Mas o mais prejudicado é o trabalhador e sua família, a pessoa que se encontra desempregada fica com baixa autoestima, por se sentir inútil ao convívio social, e isso muitas vezes leva o individuo à depressão, além disso a família não conta com o rendimento dessa pessoa e a qualidade de vida cai. 

Situação Mundial 

No Brasil, segundo estimativas, a maior preocupação do brasileiro está ligada diretamente ao emprego, pois muitas vezes é a única alternativa de renda de milhares de famílias no país, além disso, o desemprego agrava os problemas sociais. 


Na Europa, o desemprego já é motivo de preocupação por parte dos governos e configura como uma questão grave; no Japão, onde até pouco tempo os empregos eram vitalícios, a população tem enfrentado dificuldades nesse sentido em razão da redução no número de vagas disponíveis no mercado de trabalho. 



Após a Revolução Industrial e a inserção de tecnologias no processo produtivo, muitos postos de trabalho foram retirados gradativamente, uma vez que as máquinas passaram a realizar a função de trinta a quarenta pessoas que, consequentemente, ficaram sem emprego. 



Recentemente com a revolução técnico-científica informacional e o crescente processo de globalização desenvolvido no mundo, além da integração de grandes grupos empresariais, industriais, financeiros, surgiu o fenômeno chamado de desemprego estrutural. As empresas exercem suas funções com um quadro reduzido de funcionários, com objetivo de diminuir os gastos e assim poder oferecer uma competitividade no mercado. Outro agravante acontece em países que possuem leis trabalhistas que requerem altos custos com tributos gerados na manutenção do funcionário, até mesmo no ato da demissão de um empregado é preciso disponibilizar elevados gastos que impedem uma nova contratação. 



Diante das realidades apresentadas houve uma alteração desse contexto, principalmente no final da década de 90 com o processo de terceirização da mão de obra de uma parcela do quadro funcional da empresa, nesse caso o trabalhador não é o funcionário e sim é remunerado por serviço executado. Uma maneira de não admitir novos trabalhadores é aumentando o número de horas trabalhadas, em forma de horas extras para aqueles que já são contratados. Essa prática é bastante difundida nos Estados Unidos e em países centrais da Europa, como o Reino Unido. 



Segundo a OIT (Organização Mundial do Trabalho), no início dessa década existiam aproximadamente 250 milhões de desempregados no mundo, que respondem por cerca de 10% da força de trabalho. 



No início da década de 80, o índice de desempregados na Europa se elevou de forma significativa, esse problema atinge principalmente a população jovem que, apesar de obter um bom nível intelectual, não consegue ingressar no mercado de trabalho. 



Na Europa, os líderes de alguns países implantaram medidas para amenizar o avanço dos índices de desemprego, como a diminuição das horas de trabalho, dando oportunidades para novas contratações; estruturação dos seguros trabalhistas e redução do teto do salário mínimo; incentivando assim a geração de novos postos de trabalho.

Tipos de desemprego 

-Conjuntural: É o desemprego causado por uma crise econômica. Existem duas formas de designar o desemprego conjuntural, sendo que ambas estão corretas, desemprego cíclico ou conjuntural. Este resulta da variação cíclica da vida econômica, isto é, das épocas de expansão ou "boom" e das épocas de recessão da economia. Existe uma tendência secular de variações sazonais ou cíclicas que têm uma duração de 3 anos.
É aquele em que a demissão é ocasionada, na maioria das vezes, por crises passageiras. Portanto a demissão é temporária, uma vez que, superada a crise, o emprego é novamente ofertado.
A constatação desta tendência está formalizada numa regularidade empirica, designada de lei de Okun. Esta estabelece uma relação inversa entre taxa de desemprego e os ciclos económicos. Em períodos de recessão a taxa de desemprego aumenta e diminui em períodos de crescimento económico.

-Estrutural: O desemprego estrutural verifica-se quando o número de desempregados é superior ao número de colaboradores que o mercado quer contratar e esse excesso de oferta de trabalhadores não é temporário. Na maior parte dos mercados , o excesso de oferta de um bem levaria a uma descida do seu preço (neste caso salário), que faria aumentar a quantidade procurada e eliminaria o excesso de oferta inicial. Assim, o desemprego estrutural ocorre, porque existem fatores que impedem as variações dos preços, como por exemplo, a existência de um salário mínimo e legislação laboral que impede a flexibilidade de salários.
O desemprego estrutural resulta das mudanças da estrutura da economia. Estas provocam desajustamentos no emprego da mão-de-obra, assim como alterações na composição da economia associada ao desenvolvimento. Existem duas causas para este tipo de desemprego: insuficiência da procura de bens e de serviços e insuficiência de investimento em torno da combinação de fatores produtivos desfavoravéis. Esse tipo de desemprego é mais comum em países desenvolvidos devido à grande mecanização das indústrias, reduzindo os postos de trabalho.
O desemprego causado pelas novas tecnologias, como a robótica e a informática, recebe o nome de desemprego estrutural. Ele não é resultado de uma crise econômica, e sim das novas formas de organização do trabalho e da produção. Tanto os países ricos quanto os pobres são afetados pelo desemprego estrutural, um dos graves problemas de nossos dias.
Os principais setores atingidos pelo desemprego estrutural são: Agricultura, prestação de serviços e indústria.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O domínio da tecnologia

Contudo, foi no intuito de salvaguardar os países em dificuldades, é que surgiu o Fundo Monetário Nacional - FMI. Este orgão tinha como objetivo principal, socorrer os países filiados que estivessem em dificuldades; todavia, que essa dificuldade fosse de curto prazo. O Fundo funcionava da seguinte maneira: muitos países se associaram num agrupamento conhecido como FMI, participando com uma cota paga anualmente para suprir os problemas que qualquer país enfrente; mas, que seja resolvido num espaço de tempo curto. Entretanto, para os casos de longo prazo, o FMI, só subsidia qualquer nação, determinando os caminhos que esse país deva seguir, para que o dinheiro empregado tenha o devido retorno.
terna é um dos assuntos mais polêmicos da atualidade, porque envolve todos os países do terceiro mundo e ainda, uma grande parte do primeiro; porém, a dívida começa a existir, a partir das relações internacionais de compra e venda de produtos. O mundo inteiro está perplexo com a situação da dívida global, quer dizer muitos países estão em situação difícil, levando a nação ao desespero incontrolável. As diversas guerras que o mundo presencia tem origem no desejo de independência, de rompimento com os países ricos que provocaram esta nefasta subordinação. Esta dependência gera os famigerados terroristas, os grupos para-militares, as associações de chanceleres e muitos outros mecanismos que procuram a satisfação de sua nação, ou de seu grupo.


Tecnologia e Economia
Existe um equilíbrio grande entre as vantagens e as desvantagens que o avanço da tecnologia traz para a sociedade. A principal vantagem é refletida na produção industrial: a tecnologia torna a produção mais rápida e maior e, sendo assim, o resultado final é um produto mais barato e com maior qualidade. As desvantagens que a tecnologia traz são de tal forma preocupantes que quase superam as vantagens, uma delas é a poluição que, se não for controlada a tempo, evolui para um quadro irreversível. Outra desvantagem é quanto ao desemprego gerado pelo uso intensivo das máquinas na indústria, na agricultura e no comércio. A este tipo de desemprego, no qual o trabalho do homem é substituído pelo trabalho das máquinas, denominado desemprego estrutural.

Diretas Já


No ano de 1979, o regime militar tomou medidas que permitiram o retorno das liberdades democráticas no país. O sistema bipartidário foi substituído por uma reforma política que abriu espaço para a formação de novos partidos dentro do país. Dessa forma, as novas siglas que ao mesmo tempo representavam maior direito de expressão política, também marcavam um atípico processo de fragmentação político-partidária.

Chegado o ano de 1982, estes partidos disputaram eleições para os governos estaduais e demais cargos legislativos. Mediante esse novo quadro, membros de oposição da Câmara dos Deputados tentaram articular uma lei que instituísse o voto direto na escolha do sucessor do presidente João Batista Figueiredo. Em 1983, essa movimentação tomou a forma de um projeto de lei elaborado pelo deputado peemedebista Dante de Oliveira.

A divulgação da chamada “Emenda Dante de Oliveira” repercutiu entre vários grupos mais politizados das capitais e grandes cidades do país. Em um curto espaço de tempo, membros do PMDB, PT e PDT passaram a organizar grandes comícios onde a população se colocava em favor da escolha direta para o cargo de presidente. Com a repercussão tomada nos meios de comunicação, essas manifestações se transformaram no movimento das “Diretas Já!”.

Reconhecida como uma das maiores manifestações populares já ocorridas no país, as “Diretas Já!” foram marcadas por enormes comícios onde figuras perseguidas pela ditadura militar, membros da classe artística, intelectuais e representantes de outros movimentos militavam pela aprovação do projeto de lei. Em janeiro de 1984, cerca de 300.000 pessoas se reuniram na Praça da Sé, em São Paulo. Três meses depois, um milhão de cidadãos tomou o Rio de Janeiro. Algumas semanas depois, cerca de 1,7 milhões de pessoas se mobilizaram em São Paulo.

Mesmo realizando uma enorme pressão para que as eleições diretas fossem oficializadas, os deputados federais da época não se sensibilizaram mediante os enormes apelos. Com isso, por uma diferença de apenas 22 votos e um vertiginoso número de abstenções, o Brasil manteve o sistema indireto para as eleições de 1985. Para dar a tal disputa política uma aparência democrática, o governo permitiu que civis concorressem ao pleito.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Globalização

O termo globalização hoje é cada dia mais usado, e pode ter vários significados mas, resumidamente, significa a interdependência entre os países. Existem vários usos para o termo: 
- Descrever a propagação mundial do capitalismo;
- Mostrar a expansão da indústria em direção a alguns países subdesenvolvidos; 
- Caracterizar a mundialização do comércio, que está integrando os mercados nacionais aos mercados globais;
- Caracterizar a rápida difusão de tecnologia;
- Indicar o crescimento dos fluxos de capitais entre os países;
- Explicar a expansão de espaços virtuais, formados pelas redes de informática e telecomunicações;
- Mostrar a formação de blocos econômicos e a ampliação das organizações supranacionais.
 As consequências da Globalização
- Provoca uma grande homogeneização de hábitos e costumes no mundo, levando à perda de elementos das culturas locais e diluindo a identidade dos povos;
- Enfraquece as fronteiras nacionais e facilita o livre-comércio, mas os fluxos comerciais mundiais estão sob
 controle das nações empresas mais poderosas;
- Aumenta a desigualdade social e econômica entre os países no mundo e também internamente em cada país, levando a concentração de renda;
- Estimula uma concorrência feroz, já que a redução dos custos de produção torna-se essencial, obrigando as empresas a automatizarem seus processos produtivos e reduzirem o uso de mão-de-obra, gerando desemprego. 

Elementos químicos

Classificação dos elementos químicos


Os elementos químicos podem ser classificados segundos suas propriedades físicas e químicas, em:  metais, ametais e gases nobres.
Metais
Características: 
- sólidos em temperatura ambiente;
- maleáveis;
- elevada temperatura de fusão;
- bons condutores de corrente elétrica e calor;
- brilho metálico;
- som característico;
- densos;
-dúcteis;
- ferro, cobalto, níquel são atraídos por imãs.
Observações:
1.    Os metais alcalinos são macios (moles) e têm baixas temperaturas de fusão e ebulição.
2.    Mercúrio é liquido em temperatura ambiente.
Ametais ou não metais
Características:
- baixa temperatura de fusão;
- maus condutores de eletricidade e calor;
- quando sólidos, se fragmentam;
- opacos.
Observações:
O carbono, na forma de grafite, é um bom condutor de corrente elétrica. Tanto na forma de grafite como na de diamante, apresenta elevadas temperaturas de fusão e de ebulição.
Hidrogênio   
É um elemento que possui a propriedade de se combinar com metais e ametais. Nas condições ambiente, é um gás extremamente inflamável e tem comportamento químico semelhante ao dos ametais.
Atualmente, de acordo as recomendações da IUPAC ele é considerado um ametal.
Gases Nobres
Como o próprio nome sugere, esses elementos apresentam-se em estado gasoso nas condições ambientes. Sua principal característica química é a grande estabilidade, ou seja, possuem pequena capacidade de se combinar com outros elementos.

Química e Sociedade
Tatuagem
Os elementos de transição formam compostos coloridos. Devido a essa característica, são utilizados com várias finalidades, por exemplo: na fabricação de vidros coloridos e em tatuagens.
Até alguns anos atrás, era grande a discriminação, as tatuagens atualmente são vistas como maior naturalidade, e o preconceito é mais acentuado somente em alguns ambientes de trabalho.
As tatuagens, em vários grupos sociais, são formas de comunicação não verbal e servem para a identificação dos membros de um mesmo grupo (tribo ou sociedade). Muitas vezes, são usadas como apelo erótico ou sinal de protesto; em outros casos, expressam um gosto pessoal ou, ainda, um simples modismo.
Tipos de tatuagem
- temporárias: em geral utiliza-se uma substancia conhecida por hena.


- definitivas: a técnica dessa forma de tatuagem consiste em introduzir na derme, com o auxilio de agulhas, pigmentos coloridos que ficam retidos nas células da derme de maneira permanente.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Anos de Chumbo .

Muita gente, particularmente os jovens, já ouviu ou leu a expressão "anos de chumbo", com a qual as esquerdas procuram identificar o governo dos generais, particularmente o presidente Médici, que se viu no dever de desbaratar a guerrilha e o terrorismo. Ao general Médici, ao contrário, o Brasil deve o maior programa de distribuição de renda da América latina, dentro de um fase de desenvolvimento econômico que ficou conhecida como o "milagre brasileiro".

Mas por que "anos de chumbo", se foi um Presidente profundamente humano voltado extraordinariamente para o social? Os trabalhadores rurais (quarenta milhões atualmente) e o empregados domésticos têm amparo da Previdência Social graças ao seu governo. Mas vamos aos "anos de chumbo".

Estão lembrados do seqüestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Burle Elbrick? Para liberta-lo, os seqüestradores exigiram, primeiro, a leitura de um "Manifesto" em todas as emissoras de rádio e televisão, e depois, avião para deixar quinze comunistas no exterior (Argélia, Chile e México).

Para salvar a vida do embaixador, o governo concordou com a exigência dos marginais. Tudo bem.

Eu pediria a atenção dos leitores para a redação do "Manifesto dos Terroristas", com esse mesmo título publicado na edição do O POVO de 6 de Setembro de 1969 (o presidente Costa e Silva já estava hospitalizado com grave distúrbio circulatório). O redator do "Manifesto" foi o jornalista Franklin Martins, aquele que comenta política no "Jornal da Globo" [atual Ministro da "Comunicação Social" (propaganda)]. Por ironia do destino, é filho de Mário Martins, jornalista, deputado e senador pela UDN de Carlos Lacerda. Era excelente cidadão, muito bem relacionado com seus colegas do Comitê de Imprensa da Camara, entre os quais eu me incluía.

Mais uma vez, peço a atenção para a redação do "Manifesto". Alias, para justificar os "anos de chumbo" basta o primeiro período, que é o seguinte:

"Ao povo brasileiro. Grupos revolucionários detiveram hoje, o senhor Burle Elbrick, Embaixador dos Estados Unidos, levando-o para algum ponto do país, onde o mantém preso. Este ato não é um episódio isolado. Ele se soma aos inúmeros atos revolucionários já levados a efeito: assaltos à bancos, onde se arrecadam fundos para a revolução; tomando de volta o que os banqueiros tomam do povo e de seus empregados; tomada de quartéis e delegacias, onde se consegue armas e munições para a luta pela derrubada da ditadura; invasões de presídios, quando se libertam revolucionários para devolve-los à luta do povo; as explosões de prédios que simbolizam a opressão; e o justiçamento de carrascos e torturadores. Na verdade o rapto do embaixador é apenas mais um ato de guerra revolucionária que avança a cada dia e que este ano ainda iniciará sua etapa na guerrilha rural".

Que tal? Qual o governo que sem chumbo enfrentaria tal situação? Observem que eles próprios, os criminosos, sem ninguém pedir, confessaram assalto a bancos, tomada de quartéis e delegacias, invasão de presídios, explosão de prédios e "justiçamento". Depois de tudo isso, na área urbana, informavam que, ainda naquele ano (1969), iriam iniciar outra etapa de guerra revolucionária: a guerrilha rural.

Leram com cuidado? Se possível, repitam a leitura. Então já sabem por nasceram os "anos de chumbo"? E agora me respondam: qual o governo responsável que, diante de tais crimes e tais promessas, todas já em prática, não se disporia a agir com mão de ferro? A situação permitia panos mornos? Não evidentemente. Eram criminosos travestidos de políticos.

A guerra estava declarada e o seqüestro do embaixador, como afirmam os próprios terroristas, não era "um episódio isolado".

Governo nenhum tem noção exata de um movimento clandestino. Pode ser inexpressivo, como pode ser amplo e profundo. Ou o governo entrava para valer ou poderia levar a pior. Felizmente, Araguaia não era lá essas coisas e com poucas horas de chumbo estava tudo desbaratado. O Partido Comunista covarde como sempre, quis promover guerrilha com estudantes do Congresso de Ibiuna (aquele cujo local conseguiram com prestígio de Frei Beto).

Estão aí, portanto as razões dos "anos de chumbo", que garantiram a paz da família brasileira, dando ao Presidente condições de trabalhar e realizar uma obra pela qual recebeu aplausos num Maracanã lotado. Nessa fase, dez aviões e quatro diplomatas foram seqüestrados.

Dos cinco militares da Presidência, o general Médici foi o mais sensível aos problemas sociais. Só pela ampliação do Funrural (criado pelo general Costa e Silva) seu nome jamais será esquecido dos brasileiros. Já com o general Figueiredo os professores viram garantida a volta da sua aposentadoria aos 25 anos, que FHC acabou. O Brasil teve duas fases de amplo desenvolvimento social: com o Estado Novo de Getúlio e com os militares de 64. A esquerda morre de raiva com isso, mas é a História quem o diz.

A DECRETAÇÃO DO AI-5


Os militares linha-dura, com influência crescente no governo, mal escondiam o desígnio de fazer o regime caminhar para o fechamento. Só precisavam de um pretexto para pressionar o presidente. A oportunidade surgiu no início de setembro, com um discurso, na Câmara, do deputado Marcio Moreira Alves, do MDB da Guanabara.
Moreira Alves criticava a invasão da Universidade de Brasília, no final de agosto, quando tropas da Polícia Militar, empunhando metralhadoras, prenderam alunos e bateram em deputados. A ação foi considerada uma vitória dos radicais, pois pouco tempo antes o próprio presidente demonstrara procurar entendimento com os estudantes ao receber em seu gabinete uma comissão escolhida durante a Passeata dos 100 Mil.
Em protesto contra a invasão, Moreira Alves propôs um boicote ao tradicional desfile do Dia da Independência, em 7 de setembro. Sugeriu também que as moças não namorassem os jovens oficiais enquanto durasse a repressão. A fala do deputado deveria passar despercebida: o plenário estava quase vazio, e a imprensa, salvo um registro na Folha de S.Paulo, ignorou a intervenção. O próprio deputado, 25 anos depois, consideraria aquele um "discurso inútil", com "recomendações vazias". Mas nos quartéis, onde circularam muitas cópias da transcrição do discurso, a reação foi de indignação.
Representantes da linha dura, os três ministros militares aproveitaram o clima de inquietação entre os oficiais para tentar punir Moreira Alves. Para tanto, precisavam da anuência do Congresso, uma vez que, como deputado, o jovem emedebista gozava de imunidade parlamentar. Pelos cálculos dos ministros, não seria difícil, com a ajuda da Arena, obter autorização para que a imunidade de Moreira Alves fosse suspensa.
Mas a Comissão de Justiça da Câmara, em que a Arena tinha maioria, rejeitou o pedido. À frustração dos radicais se somava o agravamento do confronto entre os estudantes e a repressão. No início de outubro, a violência tornou a eclodir, dessa vez em São Paulo. O palco dos choques foi o centro da cidade, na rua Maria Antônia, com a Faculdade de Filosofia da USP numa calçada e a Universidade Mackenzie na outra. Tratava-se de redutos da esquerda e da direita, respectivamente. Os dois grupos se enfrentaram quando alunos do Mackenzie, com apoio do CCC, atacaram os da USP, que levantavam, junto a transeuntes, recursos para financiar o XXX Congresso da UNE. Houve pedradas, explosões de bombas caseiras, uso de gás lacrimogêneo e tiros. Um estudante secundarista, que ajudava os alunos de filosofia, morreu baleado.
Apesar das condições adversas, as lideranças estudantis decidiram levar adiante o congresso. Em meados de outubro, cerca de mil jovens se reuniram num sítio em Ibiúna, São Paulo. Operando na ilegalidade, a UNE planejara um encontro clandestino. A grande concentração de pessoas num local pacato, porém, chamou a atenção da polícia, e o evento terminou com a prisão de todos os participantes.
Vitoriosa, a linha dura não sossegou. Continuava insatisfeita com o encaminhamento do caso Moreira Alves. Sob pressão dos radicais, o presidente Costa e Silva cedeu, alterando a composição da Comissão de Justiça, de modo a viabilizar a suspensão da imunidade do deputado. A autorização para punir Moreira Alves foi finalmente concedida em 11 de dezembro, mais de três meses depois do discurso.
O episódio talvez não merecesse mais que uma nota de rodapé da história do Brasil, não fosse o surpreendente desdobramento que teria. No dia seguinte, a proposta foi rejeitada pelo plenário da Câmara, apesar da maioria arenista. Os deputados festejaram o resultado, sem saber que aquela seria a última manifestação de alegria de 1968. Na manhã de 13 de dezembro, uma sexta-feira, enquanto a população lia nas manchetes dos jornais relatos da decisão histórica da Câmara, o presidente Costa e Silva, em resposta à atitude audaciosa dos políticos, preparava-se para baixar o ato institucional que jogaria o país numa ditadura escancarada.
Historiadores debatem se Costa e Silva usou os radicais ou se foi por eles usado. As hipóteses não se excluem. O presidente tinha uma relação de dependência mútua com a linha dura. "Colocara-se como estuário das frustrações de todos aqueles que achavam
necessário aprofundar o processo arbitrário e punitivo", como escreveu Elio Gaspari. Mas nem sua trajetória foi sempre próxima desse grupo, nem sua biografia, até os anos 50, indicava o caminho que seguiria.
Gaúcho, Costa e Silva estudara em Porto Alegre, no Colégio Militar, onde foi colega de Castello Branco. Enquanto o "Cearense" se dedicava aos estudos, Costa e Silva se destacava nos esportes. Sem ser aluno brilhante, não se saiu mal na escola. Mais tarde, acomodou-se intelectualmente, preferindo corridas de cavalo, jogo de pôquer e palavras cruzadas a livros. Sempre se envolveu com a política que se fazia nos quartéis. No levante frustrado do Forte de Copacabana, em 1922, ficou ao lado dos tenentes revoltosos e acabou preso por um curto período. Na Revolução de 30, que pôs fim à República Velha, estava alinhado com as forças de Getúlio Vargas. Em 1955, chegou a defender a democracia, ao apoiar o general Lott no contragolpe que garantiu a posse de Juscelino.
O caminho do poder, no entanto, passou pela associação com os radicais, e, naquele 13 de dezembro, essa circunstância pesou mais que o passado do presidente. Diante do revés do governo no Congresso, Costa e Silva convocou uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, do qual faziam parte o alto escalão do Executivo, o chefe do Estado-maior das Forças Armadas e o chefe do Serviço Nacional de Informação (SNI). O texto do AI-5, do ministro da Justiça, Gama e Silva, foi colocado em votação. Com exceção de Pedro Aleixo, vice-presidente, todos assinaram o documento, desde o chefe do SNI, Emílio Garrastazu Médici, até o ministro da Fazenda, Antônio Delfim Netto.
O AI-5, que, ao contrário dos atos anteriores, vigoraria por prazo indefinido, dava ao presidente, entre outras prerrogativas, o poder de cassar políticos, fechar o Congresso, suspender o habeas corpus, impor censura prévia à imprensa, aposentar compulsoriamente professores universitários, prender dissidentes. Costa e Silva faria tudo isso. Qualquer vestígio de oposição seria sufocado. Como definiria a crônica política, o AI-5 foi o golpe dentro do golpe, o início dos Anos de Chumbo.

Fontes :http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u478768.shtml
           


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Distribuição dos atômos

Dimitri Mendeleev foi um químico russo muito famoso. É considerado pela comunidade científica um dos maiores gênios da química. Mendeleev nasceu em Tobolsk, na Sibéria, em 1834. Doutorou-se na Universidade de São Petersburgo, onde começou a lecionar em 1866. O conceito de periodicidade química deve seu desenvolvimento, em especial, a dois químicos, Lothar Meyer (alemão) e Dimitri Mendeleev (russo).

Distribuição Eletrônica
Com o advento de novas descobertas na área da mecânica quântica entre os séculos XIX e XX, o modelo de Rutheford-Bohr, consolidado em 1913, o qual se aplicava muito bem aos átomos  com um só elétron, não foi capaz  de explicar fenômenos envolvendo átomos com mais elétrons, por isso surgiu a necessidade de aperfeiçoar o modelo, segundo as observações experimentais, resultando no conceito de subníveis atômicos ou subníveis de energia.

Nos experimentos com espectroscopia com a difração da luz  emitida pela transição eletrônica dos átomos, foi possível observar que havia uma raia de diferentes comprimentos de onda emitidos, dentro de uma mesma estreita faixa, de um mesmo nível de energia. Foi então que, em 1919, o físico inglês Arnold Sommerfeld (1868-1951) buscou uma solução, ele propôs que os elétrons deveriam assumir órbitas elíptcas variadas dentro de um mesmo nível, com mesma energia, permitindo um “espectro de raias” na emissão de luz. Cada órbita recebeu o nome de subnível e, cada qual, foi identificado com uma letra: s, p, d ou f (letras relacionadas as palavras do inglês: sharp, principal, diffuse e fundamental;  visto a descriçao do comportamento de cada orbital).
Em 1924, o físico inglês Edmund Clifton Stoner(1889-1973) chegou ao número máximo de elétrons comportado por cada subnível:
s: 2 elétrons, p: 6 elétrons, d: 10 elétrons e f:14 elétrons.
Para conhecer a relação de energia de cada subnível, basta verificar o diagrama criado por Linus Pauling a cerca da distribuição eletrônica de um átomo no estado fundamental:
Distribuição de Energia
Distribuição de Energia
Energia:
1s < 2s < 2p < 3s < 3p < 4s < 3d < 4p < 5 s< 4d < 5p < 6s < 4f < 5d < 6p < 7s < 5f < 6d < 7p
Seguindo a sequência de distribuição energética, pode-se representar os elétrons de um átomo da seguinte forma:
Exemplo:
nitrogênio N: 1s²2s²3s³
Sendo que, por convenção,  para 3s³, por exemplo, tem-se 3 elétrons no subnível p do 4º nível.
Os subníveis também possuem representaçao espacial de acordo com a distribuição de probabilidade dos elétrons, dada por:
orbitais-energia
Os subníveis representam apenas um modelamento correspondente aos ensaios experimentais, pois se ajustam bem, mas não correspondem á realidade e, por isso, não podem ser traduzidos como a distribuição 
real dos elétrons, que é muito mais complexa.


Camadas Eletrônicas ou Níveis de Energia
A coroa ou eletrosfera está dividida em 7 camadas designadas por K, L, M, N, O, P, Q ou pelos números: n = 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.

O número de camada é chamado número quântico principal (n).
Número máximo de elétrons em cada nível de energia:
1. Teórico:
Equação de Rydberg: x = 2n2
KLMNOPQ
281832507298
2. Experimental:
O elemento de número atômico 112 apresenta o seguinte número de elétrons nas camadas energéticas:
KLMNOPQ
28183232182
Fonte: http://www.infoescola.com/fisico-quimica/subniveis-de-energia/