sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Globalização

O termo globalização hoje é cada dia mais usado, e pode ter vários significados mas, resumidamente, significa a interdependência entre os países. Existem vários usos para o termo: 
- Descrever a propagação mundial do capitalismo;
- Mostrar a expansão da indústria em direção a alguns países subdesenvolvidos; 
- Caracterizar a mundialização do comércio, que está integrando os mercados nacionais aos mercados globais;
- Caracterizar a rápida difusão de tecnologia;
- Indicar o crescimento dos fluxos de capitais entre os países;
- Explicar a expansão de espaços virtuais, formados pelas redes de informática e telecomunicações;
- Mostrar a formação de blocos econômicos e a ampliação das organizações supranacionais.
 As consequências da Globalização
- Provoca uma grande homogeneização de hábitos e costumes no mundo, levando à perda de elementos das culturas locais e diluindo a identidade dos povos;
- Enfraquece as fronteiras nacionais e facilita o livre-comércio, mas os fluxos comerciais mundiais estão sob
 controle das nações empresas mais poderosas;
- Aumenta a desigualdade social e econômica entre os países no mundo e também internamente em cada país, levando a concentração de renda;
- Estimula uma concorrência feroz, já que a redução dos custos de produção torna-se essencial, obrigando as empresas a automatizarem seus processos produtivos e reduzirem o uso de mão-de-obra, gerando desemprego. 

Elementos químicos

Classificação dos elementos químicos


Os elementos químicos podem ser classificados segundos suas propriedades físicas e químicas, em:  metais, ametais e gases nobres.
Metais
Características: 
- sólidos em temperatura ambiente;
- maleáveis;
- elevada temperatura de fusão;
- bons condutores de corrente elétrica e calor;
- brilho metálico;
- som característico;
- densos;
-dúcteis;
- ferro, cobalto, níquel são atraídos por imãs.
Observações:
1.    Os metais alcalinos são macios (moles) e têm baixas temperaturas de fusão e ebulição.
2.    Mercúrio é liquido em temperatura ambiente.
Ametais ou não metais
Características:
- baixa temperatura de fusão;
- maus condutores de eletricidade e calor;
- quando sólidos, se fragmentam;
- opacos.
Observações:
O carbono, na forma de grafite, é um bom condutor de corrente elétrica. Tanto na forma de grafite como na de diamante, apresenta elevadas temperaturas de fusão e de ebulição.
Hidrogênio   
É um elemento que possui a propriedade de se combinar com metais e ametais. Nas condições ambiente, é um gás extremamente inflamável e tem comportamento químico semelhante ao dos ametais.
Atualmente, de acordo as recomendações da IUPAC ele é considerado um ametal.
Gases Nobres
Como o próprio nome sugere, esses elementos apresentam-se em estado gasoso nas condições ambientes. Sua principal característica química é a grande estabilidade, ou seja, possuem pequena capacidade de se combinar com outros elementos.

Química e Sociedade
Tatuagem
Os elementos de transição formam compostos coloridos. Devido a essa característica, são utilizados com várias finalidades, por exemplo: na fabricação de vidros coloridos e em tatuagens.
Até alguns anos atrás, era grande a discriminação, as tatuagens atualmente são vistas como maior naturalidade, e o preconceito é mais acentuado somente em alguns ambientes de trabalho.
As tatuagens, em vários grupos sociais, são formas de comunicação não verbal e servem para a identificação dos membros de um mesmo grupo (tribo ou sociedade). Muitas vezes, são usadas como apelo erótico ou sinal de protesto; em outros casos, expressam um gosto pessoal ou, ainda, um simples modismo.
Tipos de tatuagem
- temporárias: em geral utiliza-se uma substancia conhecida por hena.


- definitivas: a técnica dessa forma de tatuagem consiste em introduzir na derme, com o auxilio de agulhas, pigmentos coloridos que ficam retidos nas células da derme de maneira permanente.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Anos de Chumbo .

Muita gente, particularmente os jovens, já ouviu ou leu a expressão "anos de chumbo", com a qual as esquerdas procuram identificar o governo dos generais, particularmente o presidente Médici, que se viu no dever de desbaratar a guerrilha e o terrorismo. Ao general Médici, ao contrário, o Brasil deve o maior programa de distribuição de renda da América latina, dentro de um fase de desenvolvimento econômico que ficou conhecida como o "milagre brasileiro".

Mas por que "anos de chumbo", se foi um Presidente profundamente humano voltado extraordinariamente para o social? Os trabalhadores rurais (quarenta milhões atualmente) e o empregados domésticos têm amparo da Previdência Social graças ao seu governo. Mas vamos aos "anos de chumbo".

Estão lembrados do seqüestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Burle Elbrick? Para liberta-lo, os seqüestradores exigiram, primeiro, a leitura de um "Manifesto" em todas as emissoras de rádio e televisão, e depois, avião para deixar quinze comunistas no exterior (Argélia, Chile e México).

Para salvar a vida do embaixador, o governo concordou com a exigência dos marginais. Tudo bem.

Eu pediria a atenção dos leitores para a redação do "Manifesto dos Terroristas", com esse mesmo título publicado na edição do O POVO de 6 de Setembro de 1969 (o presidente Costa e Silva já estava hospitalizado com grave distúrbio circulatório). O redator do "Manifesto" foi o jornalista Franklin Martins, aquele que comenta política no "Jornal da Globo" [atual Ministro da "Comunicação Social" (propaganda)]. Por ironia do destino, é filho de Mário Martins, jornalista, deputado e senador pela UDN de Carlos Lacerda. Era excelente cidadão, muito bem relacionado com seus colegas do Comitê de Imprensa da Camara, entre os quais eu me incluía.

Mais uma vez, peço a atenção para a redação do "Manifesto". Alias, para justificar os "anos de chumbo" basta o primeiro período, que é o seguinte:

"Ao povo brasileiro. Grupos revolucionários detiveram hoje, o senhor Burle Elbrick, Embaixador dos Estados Unidos, levando-o para algum ponto do país, onde o mantém preso. Este ato não é um episódio isolado. Ele se soma aos inúmeros atos revolucionários já levados a efeito: assaltos à bancos, onde se arrecadam fundos para a revolução; tomando de volta o que os banqueiros tomam do povo e de seus empregados; tomada de quartéis e delegacias, onde se consegue armas e munições para a luta pela derrubada da ditadura; invasões de presídios, quando se libertam revolucionários para devolve-los à luta do povo; as explosões de prédios que simbolizam a opressão; e o justiçamento de carrascos e torturadores. Na verdade o rapto do embaixador é apenas mais um ato de guerra revolucionária que avança a cada dia e que este ano ainda iniciará sua etapa na guerrilha rural".

Que tal? Qual o governo que sem chumbo enfrentaria tal situação? Observem que eles próprios, os criminosos, sem ninguém pedir, confessaram assalto a bancos, tomada de quartéis e delegacias, invasão de presídios, explosão de prédios e "justiçamento". Depois de tudo isso, na área urbana, informavam que, ainda naquele ano (1969), iriam iniciar outra etapa de guerra revolucionária: a guerrilha rural.

Leram com cuidado? Se possível, repitam a leitura. Então já sabem por nasceram os "anos de chumbo"? E agora me respondam: qual o governo responsável que, diante de tais crimes e tais promessas, todas já em prática, não se disporia a agir com mão de ferro? A situação permitia panos mornos? Não evidentemente. Eram criminosos travestidos de políticos.

A guerra estava declarada e o seqüestro do embaixador, como afirmam os próprios terroristas, não era "um episódio isolado".

Governo nenhum tem noção exata de um movimento clandestino. Pode ser inexpressivo, como pode ser amplo e profundo. Ou o governo entrava para valer ou poderia levar a pior. Felizmente, Araguaia não era lá essas coisas e com poucas horas de chumbo estava tudo desbaratado. O Partido Comunista covarde como sempre, quis promover guerrilha com estudantes do Congresso de Ibiuna (aquele cujo local conseguiram com prestígio de Frei Beto).

Estão aí, portanto as razões dos "anos de chumbo", que garantiram a paz da família brasileira, dando ao Presidente condições de trabalhar e realizar uma obra pela qual recebeu aplausos num Maracanã lotado. Nessa fase, dez aviões e quatro diplomatas foram seqüestrados.

Dos cinco militares da Presidência, o general Médici foi o mais sensível aos problemas sociais. Só pela ampliação do Funrural (criado pelo general Costa e Silva) seu nome jamais será esquecido dos brasileiros. Já com o general Figueiredo os professores viram garantida a volta da sua aposentadoria aos 25 anos, que FHC acabou. O Brasil teve duas fases de amplo desenvolvimento social: com o Estado Novo de Getúlio e com os militares de 64. A esquerda morre de raiva com isso, mas é a História quem o diz.

A DECRETAÇÃO DO AI-5


Os militares linha-dura, com influência crescente no governo, mal escondiam o desígnio de fazer o regime caminhar para o fechamento. Só precisavam de um pretexto para pressionar o presidente. A oportunidade surgiu no início de setembro, com um discurso, na Câmara, do deputado Marcio Moreira Alves, do MDB da Guanabara.
Moreira Alves criticava a invasão da Universidade de Brasília, no final de agosto, quando tropas da Polícia Militar, empunhando metralhadoras, prenderam alunos e bateram em deputados. A ação foi considerada uma vitória dos radicais, pois pouco tempo antes o próprio presidente demonstrara procurar entendimento com os estudantes ao receber em seu gabinete uma comissão escolhida durante a Passeata dos 100 Mil.
Em protesto contra a invasão, Moreira Alves propôs um boicote ao tradicional desfile do Dia da Independência, em 7 de setembro. Sugeriu também que as moças não namorassem os jovens oficiais enquanto durasse a repressão. A fala do deputado deveria passar despercebida: o plenário estava quase vazio, e a imprensa, salvo um registro na Folha de S.Paulo, ignorou a intervenção. O próprio deputado, 25 anos depois, consideraria aquele um "discurso inútil", com "recomendações vazias". Mas nos quartéis, onde circularam muitas cópias da transcrição do discurso, a reação foi de indignação.
Representantes da linha dura, os três ministros militares aproveitaram o clima de inquietação entre os oficiais para tentar punir Moreira Alves. Para tanto, precisavam da anuência do Congresso, uma vez que, como deputado, o jovem emedebista gozava de imunidade parlamentar. Pelos cálculos dos ministros, não seria difícil, com a ajuda da Arena, obter autorização para que a imunidade de Moreira Alves fosse suspensa.
Mas a Comissão de Justiça da Câmara, em que a Arena tinha maioria, rejeitou o pedido. À frustração dos radicais se somava o agravamento do confronto entre os estudantes e a repressão. No início de outubro, a violência tornou a eclodir, dessa vez em São Paulo. O palco dos choques foi o centro da cidade, na rua Maria Antônia, com a Faculdade de Filosofia da USP numa calçada e a Universidade Mackenzie na outra. Tratava-se de redutos da esquerda e da direita, respectivamente. Os dois grupos se enfrentaram quando alunos do Mackenzie, com apoio do CCC, atacaram os da USP, que levantavam, junto a transeuntes, recursos para financiar o XXX Congresso da UNE. Houve pedradas, explosões de bombas caseiras, uso de gás lacrimogêneo e tiros. Um estudante secundarista, que ajudava os alunos de filosofia, morreu baleado.
Apesar das condições adversas, as lideranças estudantis decidiram levar adiante o congresso. Em meados de outubro, cerca de mil jovens se reuniram num sítio em Ibiúna, São Paulo. Operando na ilegalidade, a UNE planejara um encontro clandestino. A grande concentração de pessoas num local pacato, porém, chamou a atenção da polícia, e o evento terminou com a prisão de todos os participantes.
Vitoriosa, a linha dura não sossegou. Continuava insatisfeita com o encaminhamento do caso Moreira Alves. Sob pressão dos radicais, o presidente Costa e Silva cedeu, alterando a composição da Comissão de Justiça, de modo a viabilizar a suspensão da imunidade do deputado. A autorização para punir Moreira Alves foi finalmente concedida em 11 de dezembro, mais de três meses depois do discurso.
O episódio talvez não merecesse mais que uma nota de rodapé da história do Brasil, não fosse o surpreendente desdobramento que teria. No dia seguinte, a proposta foi rejeitada pelo plenário da Câmara, apesar da maioria arenista. Os deputados festejaram o resultado, sem saber que aquela seria a última manifestação de alegria de 1968. Na manhã de 13 de dezembro, uma sexta-feira, enquanto a população lia nas manchetes dos jornais relatos da decisão histórica da Câmara, o presidente Costa e Silva, em resposta à atitude audaciosa dos políticos, preparava-se para baixar o ato institucional que jogaria o país numa ditadura escancarada.
Historiadores debatem se Costa e Silva usou os radicais ou se foi por eles usado. As hipóteses não se excluem. O presidente tinha uma relação de dependência mútua com a linha dura. "Colocara-se como estuário das frustrações de todos aqueles que achavam
necessário aprofundar o processo arbitrário e punitivo", como escreveu Elio Gaspari. Mas nem sua trajetória foi sempre próxima desse grupo, nem sua biografia, até os anos 50, indicava o caminho que seguiria.
Gaúcho, Costa e Silva estudara em Porto Alegre, no Colégio Militar, onde foi colega de Castello Branco. Enquanto o "Cearense" se dedicava aos estudos, Costa e Silva se destacava nos esportes. Sem ser aluno brilhante, não se saiu mal na escola. Mais tarde, acomodou-se intelectualmente, preferindo corridas de cavalo, jogo de pôquer e palavras cruzadas a livros. Sempre se envolveu com a política que se fazia nos quartéis. No levante frustrado do Forte de Copacabana, em 1922, ficou ao lado dos tenentes revoltosos e acabou preso por um curto período. Na Revolução de 30, que pôs fim à República Velha, estava alinhado com as forças de Getúlio Vargas. Em 1955, chegou a defender a democracia, ao apoiar o general Lott no contragolpe que garantiu a posse de Juscelino.
O caminho do poder, no entanto, passou pela associação com os radicais, e, naquele 13 de dezembro, essa circunstância pesou mais que o passado do presidente. Diante do revés do governo no Congresso, Costa e Silva convocou uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, do qual faziam parte o alto escalão do Executivo, o chefe do Estado-maior das Forças Armadas e o chefe do Serviço Nacional de Informação (SNI). O texto do AI-5, do ministro da Justiça, Gama e Silva, foi colocado em votação. Com exceção de Pedro Aleixo, vice-presidente, todos assinaram o documento, desde o chefe do SNI, Emílio Garrastazu Médici, até o ministro da Fazenda, Antônio Delfim Netto.
O AI-5, que, ao contrário dos atos anteriores, vigoraria por prazo indefinido, dava ao presidente, entre outras prerrogativas, o poder de cassar políticos, fechar o Congresso, suspender o habeas corpus, impor censura prévia à imprensa, aposentar compulsoriamente professores universitários, prender dissidentes. Costa e Silva faria tudo isso. Qualquer vestígio de oposição seria sufocado. Como definiria a crônica política, o AI-5 foi o golpe dentro do golpe, o início dos Anos de Chumbo.

Fontes :http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u478768.shtml
           


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Distribuição dos atômos

Dimitri Mendeleev foi um químico russo muito famoso. É considerado pela comunidade científica um dos maiores gênios da química. Mendeleev nasceu em Tobolsk, na Sibéria, em 1834. Doutorou-se na Universidade de São Petersburgo, onde começou a lecionar em 1866. O conceito de periodicidade química deve seu desenvolvimento, em especial, a dois químicos, Lothar Meyer (alemão) e Dimitri Mendeleev (russo).

Distribuição Eletrônica
Com o advento de novas descobertas na área da mecânica quântica entre os séculos XIX e XX, o modelo de Rutheford-Bohr, consolidado em 1913, o qual se aplicava muito bem aos átomos  com um só elétron, não foi capaz  de explicar fenômenos envolvendo átomos com mais elétrons, por isso surgiu a necessidade de aperfeiçoar o modelo, segundo as observações experimentais, resultando no conceito de subníveis atômicos ou subníveis de energia.

Nos experimentos com espectroscopia com a difração da luz  emitida pela transição eletrônica dos átomos, foi possível observar que havia uma raia de diferentes comprimentos de onda emitidos, dentro de uma mesma estreita faixa, de um mesmo nível de energia. Foi então que, em 1919, o físico inglês Arnold Sommerfeld (1868-1951) buscou uma solução, ele propôs que os elétrons deveriam assumir órbitas elíptcas variadas dentro de um mesmo nível, com mesma energia, permitindo um “espectro de raias” na emissão de luz. Cada órbita recebeu o nome de subnível e, cada qual, foi identificado com uma letra: s, p, d ou f (letras relacionadas as palavras do inglês: sharp, principal, diffuse e fundamental;  visto a descriçao do comportamento de cada orbital).
Em 1924, o físico inglês Edmund Clifton Stoner(1889-1973) chegou ao número máximo de elétrons comportado por cada subnível:
s: 2 elétrons, p: 6 elétrons, d: 10 elétrons e f:14 elétrons.
Para conhecer a relação de energia de cada subnível, basta verificar o diagrama criado por Linus Pauling a cerca da distribuição eletrônica de um átomo no estado fundamental:
Distribuição de Energia
Distribuição de Energia
Energia:
1s < 2s < 2p < 3s < 3p < 4s < 3d < 4p < 5 s< 4d < 5p < 6s < 4f < 5d < 6p < 7s < 5f < 6d < 7p
Seguindo a sequência de distribuição energética, pode-se representar os elétrons de um átomo da seguinte forma:
Exemplo:
nitrogênio N: 1s²2s²3s³
Sendo que, por convenção,  para 3s³, por exemplo, tem-se 3 elétrons no subnível p do 4º nível.
Os subníveis também possuem representaçao espacial de acordo com a distribuição de probabilidade dos elétrons, dada por:
orbitais-energia
Os subníveis representam apenas um modelamento correspondente aos ensaios experimentais, pois se ajustam bem, mas não correspondem á realidade e, por isso, não podem ser traduzidos como a distribuição 
real dos elétrons, que é muito mais complexa.


Camadas Eletrônicas ou Níveis de Energia
A coroa ou eletrosfera está dividida em 7 camadas designadas por K, L, M, N, O, P, Q ou pelos números: n = 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.

O número de camada é chamado número quântico principal (n).
Número máximo de elétrons em cada nível de energia:
1. Teórico:
Equação de Rydberg: x = 2n2
KLMNOPQ
281832507298
2. Experimental:
O elemento de número atômico 112 apresenta o seguinte número de elétrons nas camadas energéticas:
KLMNOPQ
28183232182
Fonte: http://www.infoescola.com/fisico-quimica/subniveis-de-energia/

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Anos Rebeldes


A década de 1960 e uma parte da 1970 ficou marcada na história como uma época de liberdade, sonho e música. O jovens da época contestaram a ordem social, política, cultural e econômica, de muitas forma. Sonhavam com o fim do capitalismo, embalados com a experiêcia socialista cubana.

Revolução cubana
Após a II Grande Guerra, a prosperidade e a democracia estadounidenses contrastam com a pobreza da população da ilha e com o regime ditatorial patrocinado pelos EUA. 75% das terras, 90% dos serviços e 40% da produção de açúcar pertencem a empresas estadounidenses. Em 26 de julho de 1953 um grupo formado pelo advogado Fidel Castro tenta iniciar uma insurreição com o apoio de setores do Exército cubano. Fracassa no assalto ao quartel Moncada, em Santiago. Fidel é julgado e anistiado, indo exilar-se no México em 1954, onde funda o Movimento 26 de Julho e organiza um destacamento guerrilheiro que desembarca na província de Oriente em dezembro de 1956. Seu objetivo é alcançar Sierra Maestra e instalar uma base guerrilheira de onde possa expandir a luta para todo o país.

Revolução - Iniciada em 1956, a partir da base em Sierra Maestra, conquista apoio nas cidades e em outras regiões rurais. Seus objetivos declarados são o fim do regime ditatorial e a justiça social. Os guerrilheiros de Fidel Castro tomam Havana em 1º de janeiro de 1959 e instauram um governo revolucionário. O novo governo decreta a reforma agrária, nacionaliza as empresas americanas e promove o julgamento público de colaboradores do antigo regime ditatorial. Os condenados como criminosos políticos são fuzilados.
Os EUA reagem com hostilidade diante da nacionalização de empresas americanas, da reforma agrária e do fuzilamento de antigos colaboradores. Em 1960, reduzem a quota de importação cubano e, em 1961, decretam o bloqueio comercial, rompem relações com Havana e patrocinam o desembarque de rebeldes anticastristas na baía dos Porcos. Em 1962, com a descoberta da instalação de mísseis soviéticos em Cuba, os EUA ameaçam com um ataque nuclear e abordam navios soviéticos no Caribe para inspeção. A URSS recua e decide retirar os mísseis.
O alinhamento com o Kremlin começa com a unificação do Movimento 26 de Julho com o Partido Popular Progressista (comunista), em 1960. A União Soviética e outros países da Europa Oriental ocupam o lugar dos Estados Unidos como principais parceiros comerciais. O bloqueio econômico e as pressões americanas pela realização de eleições estimulam o regime cubano a estatizar a economia, organizar Comitês de Defesa da Revolução e adotar oficialmente o comunismo. A partir de 1966, Cuba transforma-se em centro de apoio a revolucionários na América Latina e outras áreas do Terceiro Mundo. Che Guevara, um dos principais dirigentes da Revolução Cubana, comanda guerrilheiros no Congo e na Bolívia, onde é morto em 1967.
Contracultura
Nessa época alguns jovens queriam tranformar o mundo com novos comportamentos, queriam modificar os pensamentosvaloras e atitudes cotidianas. Pensavam que as pessoas deviam buscar o prazer, a alegria, a natureza desprezando o controle: " Paz e Amor" o lema desses jovens que usavam rouppas coloridas, cabelos compridos, ou seja, hippies.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Átomos


Evolução dos Modelos Atômicos

Dalton (1.808)
(métodos experimentais)
O químico inglês John Dalton, que viveu entre 1.766 a 1.825, afirmava que o átomo era a partícula elementar, a menor partícula que constituía a matéria. Em 1.808, Dalton apresentou seu modelo atômico: o átomo como uma minúscula esfera maciça, indivisível, impenetrável e indestrutível. Para ele, todos os átomos de um mesmo elemento químico são iguais, até mesmo as suas massas. Hoje, nota-se um equívoco pelo fato da existênciados isótopos, os quais são átomos de um mesmo elemento químico que possuem entre si massas diferentes. Seu modelo atômico também é conhecido como "modelo da bola de bilhar".
Modelo Atômico de Dalton: "bola de bilhar".
O átomo seria uma esfera (partícula) maciça e indivisível.


Thomson (1.897)
(métodos experimentais)
Pesquisando os raios catódicos, o físico inglês J. J. Thomson demonstrou que os mesmos podiam ser interpretados como sendo um feixe de partículas carregadas de energia elétrica negativa, as quais foram chamadas de elétrons. Utilizando campos magnéticos e elétricos, Thomson conseguiu determinar a relação entre a carga e a massa do elétron. Ele conclui que os elétrons (raios catódicos) deveriam ser constituintes de todo tipo de matéria pois observou que a relação carga/massa do elétron era a mesma para qualquer gás que fosse colocado na Ampola de Crookes (tubo de vidro rarefeito no qual se faz descargas elétricas em campos elétricos e magnéticos). Com base em suas conclusões, Thomson colocou por terra o modelo do átomo indivisível e apresentou seu modelo, conhecido também como o "modelo de pudim com passas":

Modelo de Thomsom: "pudim com passas".

O pudim é toda a esfera positiva (em azul) e as passas são os elétrons (em amarelo), de carga negativa.


Rutherford (1911)
(métodos experimentais)
O modelo atômico de Rutherford é baseado nos resultados da experiência que Rutherford e seus colaboradores realizaram: bombardeamento de uma lâmina muito fina (delgada) de ouro (Au) com partículas alfa (que eram positivas). Para ver e entender melhor a referida experiência, clique na figura abaixo:
Rutherford e seus colaboradores verificaram que, para aproximadamente cada 10.000 partículas alfa que incidiam na lâmina de ouro, apenas uma (1) era desviada ou refletida. Com isso, concluíram que o raio do átomo era 10.000 vezes maior que o raio do núcleo. Comparando, se o núcleo de um átomo tivesse o tamanho de uma azeitona, o átomo teria o tamanho do estádio do Morumbi. Surgiu então em 1.911, o modelo do átomo nucleado, conhecido como o modelo planetário do átomo: o átomo é constituído por um núcleo central positivo, muito pequeno em relação ao tamanho total do átomo porém com grande massa e ao seu redor, localizam-se os elétrons com carga negativa (compondo a "enorme" eletrosfera) e com pequena massa, que neutraliza o átomo.

Modelo atômico de Rutherford: modelo planetário do átomo.
O átomo é formado por um núcleo muito pequeno em relação ao átomo, com carga positiva, no qual se concentra praticamente toda a massa do átomo. Ao redor do núcleo localizam-se os elétrons neutralizando a carga positiva.

Principais Características do Átomo
As principais características do átomo é ser a menor partícula á constituir a matéria, sendo dotado seu núcleo de carga positiva (prótons) e carga neutra (nêutrons),em sua volta giram os elétrons estruturas ainda menores que o núcleo atõmico com carga negativa.

Elementos Químicos
Elemento Químico pode ser definido como um conjunto formado por átomos de mesmo número atômico (Z). Eles são representados por símbolos adotados de acordo com critérios internacionais, sendo que esses símbolos são reconhecidos em qualquer língua ou alfabeto, ou seja, o símbolo é o mesmo em qualquer país, por exemplo, a Prata é reconhecida internacionalmente pela sigla “Ag”. 

Todos os elementos possuem massa atômica, número atômico, ponto de fusão e ebulição. Atualmente são conhecidos 114 elementos, sendo que apenas 88 deles são encontrados na natureza (elementos naturais) e o restante são sintéticos (elementos químicos cujos átomos são produzidos artificialmente). 

Química e Saúde


Dos quase 100 elementos químicos que existem na natureza – 91 para ser  mais exato -, apenas 21 fazem parte do corpo humano. Sendo que mais de 60% da massa do nosso corpo é de oxigênio.

Temos 95% da massa do nosso corpo formado por 4 elementos: oxigênio, carbono, hidrogênio e nitrogênio. Os outros elementos apresentam em quantidade bem  menores, mas não são menos importantes, para o funcionamento do corpo. Um bom exemplo é o ferro que compõe apenas 0,005% do corpo humano, mas é essencial para o seu funcionamento, principalmente no sangue. O cálcio 1,38% que forma por exemplo os ossos e os dentes. O iodo 0,001% que regula o funcionamento de tiróide.
Existem também elementos do tipo “penetras”, que entram em nosso corpo mas não desenvolvem nenhuma função útil. O alumínio é um dos mais comuns. Traços deste elemento entra em nosso corpo através do uso das panelas na hora de cozinhar os alimentos. São eliminados pela urina, em poucas horas ou dias. Muitos dos elementos “penetras”,  são perigosos como é o caso dos metais pesados (Chumbo, mercúrio, etc). Estes entram no corpo e não são eliminados podendo  (dependendo da quantia) desencadear graves doenças.

Fonte: http://www.agracadaquimica.com.br/index.php?&ds=1&acao=quimica/ms2&i=9&id=470
http://enciclopediavirtual.vilabol.uol.com.br/quimica/atomistica/resumodosmodelos.htm


sexta-feira, 6 de maio de 2011

ásia


A Ásia, maior continente do mundo, tem cerca de 44,5 milhões de km2. Seus pontos extremos no eixo leste-oeste são, ao leste, o estreito de Bering, e ao oeste a cadeia do Cáucaso e os montes Urais que o separam da Europa, além dos mares Cáspio, Egeu, Negro e Mediterrâneo. Ao norte, a Ásia é banhada pelo oceano Glacial Ártico e ao sul pelos oceanos Índico e Pacífico. As terras da Ásia estão compreendidas entre as zonas tropical, subtropical, temperada e polar. Por sua imensa extensão no sentido longitudinal, a Ásia apresenta enormes diferenças de fuso horário em seu território. Os altos planaltos asiáticos compreendem as maiores altitudes do mundo: localizados na zona central da Ásia, os do Tibete, por exemplo, apresentam altitude máxima em cerca de 5.000 metros.
Esse planalto é cercado de um cinturão de cadeias montanhosas como o Himalaia, que contorna o Tibete, apresentando altitude máxima de 8.840 metros, no monte Everest. O Himalaia apresenta cerca de 3.000 quilômetros em sua extensão. Acredita-se que o território correspondente à Índia, outrora separado do restante da Ásia, aproximou-se da área continental, ocorrendo um choque que teria resultado nos dobramentos terciários de que o Himalaia é formado.
A Ásia pode ser dividida em grandes áreas geográfico-culturais: Ásia Central, Caúcaso, Extremo Oriente, Indochina, Oriente Médio, Sibéria e Subcontinente indiano.

Relevo




Dois grandes conjuntos de cordilheiras podem ser destacados: o primeiro estende-se de Anatólia até o Pamir, compreendendo as montanhas do Cáucaso, os montes Zagros, o Hindu Kush, o Kolima e o Himalaia. A outra linha de cordilheiras é formada pelos montes Urais e pelas montanhas de Nova Zembla. Ao sul, existem planaltos e planícies importantes, como os planaltos da Arábia, do Irã e do Deccan; e as planícies da Mesopotâmia e os vales do Indo e do Mekong.

A região central é ocupada pelos planaltos do Tibete e da Mongólia, as estepes do Casaquistão e do Quirguistão, o deserto de Gobi e as planícies do norte da China.Ao norte, a região é composta pela planície siberiana e pelo planalto de Kolima.


Hidrografia




O norte do continente é cortado pelos grandes rios siberianos: Ob, Ienissei, Lena e Kolima, que desaguam no oceano Ártico e permanecem congelados durante a maior parte do ano. Na Ásia Central, encontram-se bacias, como a do Tarim no noroeste da China e os rios Amu Daria e Sir Daria, que desembocam no mar de Aral.

Nas regiões meridionais e orientais localizam-se os maiores e mais importantes rios asiáticos: o Amarelo e o Yangzi na China; e o Brahmaputra, o Ganges e o Indo na Índia. No Oriente Médio, os rios mais importantes são o Tigre e o Eufrates.

Clima

Há quatro tipos de clima: siberiano, mediterrâneo, desértico e monções. O siberiano estende-se por toda a faixa norte e se caracteriza pelos longos invernos. Na região do litoral predomina o clima mediterrâneo. Já no interior do continente o clima é desértico, muito quente e seco durante o dia e gélido à noite. O regime das monções determina as condições climáticas das regiões meridionais e orientais.


Flora e fauna




A cobertura vegetal do continental ao norte é constituída pela tundra. Ao sul encontra-se a região coberta por bosques de coníferas. Estepes e grandes regiões desérticas predominam no sul da Sibéria e na Ásia central. As chuvas periódicas na Índia, China, Indochina e Indonésia favorecem o desenvolvimento de florestas tropicais e da vegetação de savana.

A vida animal do continente asiático é muito rica. Ursos-brancos, renas e diversos animais de peles raras como as focas, martas, lontras e arminhos deslocam-se para a região no verão, vindos da zona da taiga onde vivem alces, cervos, ursos-pardos, linces e lebres. Nas estepes e nos desertos habitam antílopes, gazelas, cabras, ovelhas, camelos, lobos, hienas e vários tipos de répteis. Leopardos e marmotas são encontrados nas terras altas da Ásia Central, enquanto aves tropicais e diversas espécies de ursos e de tigres habitam a área de monções. Na Índia, vivem também elefantes, crocodilos e cobras.

Composição étnica

A população asiática pertence a três grandes grupos étnicos: o caucasiano (brancos), o mongolóide (amarelos) e o negróide ou melanóide.

Línguas

Os mais importantes grupos lingüísticos são o eslavo (russo), o japonês, ocoreano, as línguas semíticas, o iraniano, as línguas indo-arianas do Hindustão, as dravídicas do sul da Índia, as sino-tibeteanas (chinês), as malaio-polinésias, e as austro-asiáticas (vietnamita).

Etnias

Embora a maior parte da população asiática seja composta de povos de raça amarela, há também expressivo número de representantes dos outros troncos étnicos, o negro e o branco.
Os amarelos ou mongolóides compõem a etnia dominante e distribuem-se pelas regiões da taiga e da tundra (ao norte), pelos planaltos da Ásia Central e sobretudo pelo leste e sudeste do continente, regiões asiáticas mais intensamente povoadas. Ocorrem grandes diferenças físicas, linguísticas e culturais entre esses povos (chineses, japoneses, coreanos, malaios, indonésios), mas sobretudo entre eles e os grupos mais isolados, como os quirguizes, mongói e tibetanos.
Os brancos ou caucasóides predominam no sudeste do continente (Oriente Médio), onde são encontrados os árabes, os turcos, os israelenses, curdos, etc., e na Ásia Central, cujos países receberam grandes contingentes de população eslava (principalmente russos) ao serem incorporados à extinta União Soviética. Também na Índia e no Paquistão há um ramo étnico branco, mas seus representantes são bem amorenados.
Quanto aos negros, aparecem em menor número, distribuindo-se no sul da Índia e em ilhas do Oceano Índico. Pertencem ao grupo drávida, cuja influência é marcante na cultura hindu.


Religiões

A Ásia também abriga as grandes religiões da humanidade, tendo sido o berço de todas elas. 22% dos asiáticos professam o hinduísmocerca de 792.897.000, comum na Índia e arredores, e o budismo, comum em todo o Extremo Oriente com 9,1% cerca de 350.000.000 de seguidores, onde além dessa religião, são praticados o Cristianismo Católico e Ortodoxo com 135.000.000 e os Protestantes com aproximadamente de 50.000.000 de seguidores, além das religiões chinesas, o confucionismo (China) e o xintoísmo (Japão). O islamismo é outra religião bastante difundida na Ásia com cerca de 807.034.000 fazendo dela a maior religião em números absolutos de pessoas na Ásia , sobretudo no Oriente Médio, Turquestão, Índia e Insulíndia. Merece destaque ainda o judaísmo, centralizado em Israel.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u241.jhtm