sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Anos Rebeldes


A década de 1960 e uma parte da 1970 ficou marcada na história como uma época de liberdade, sonho e música. O jovens da época contestaram a ordem social, política, cultural e econômica, de muitas forma. Sonhavam com o fim do capitalismo, embalados com a experiêcia socialista cubana.

Revolução cubana
Após a II Grande Guerra, a prosperidade e a democracia estadounidenses contrastam com a pobreza da população da ilha e com o regime ditatorial patrocinado pelos EUA. 75% das terras, 90% dos serviços e 40% da produção de açúcar pertencem a empresas estadounidenses. Em 26 de julho de 1953 um grupo formado pelo advogado Fidel Castro tenta iniciar uma insurreição com o apoio de setores do Exército cubano. Fracassa no assalto ao quartel Moncada, em Santiago. Fidel é julgado e anistiado, indo exilar-se no México em 1954, onde funda o Movimento 26 de Julho e organiza um destacamento guerrilheiro que desembarca na província de Oriente em dezembro de 1956. Seu objetivo é alcançar Sierra Maestra e instalar uma base guerrilheira de onde possa expandir a luta para todo o país.

Revolução - Iniciada em 1956, a partir da base em Sierra Maestra, conquista apoio nas cidades e em outras regiões rurais. Seus objetivos declarados são o fim do regime ditatorial e a justiça social. Os guerrilheiros de Fidel Castro tomam Havana em 1º de janeiro de 1959 e instauram um governo revolucionário. O novo governo decreta a reforma agrária, nacionaliza as empresas americanas e promove o julgamento público de colaboradores do antigo regime ditatorial. Os condenados como criminosos políticos são fuzilados.
Os EUA reagem com hostilidade diante da nacionalização de empresas americanas, da reforma agrária e do fuzilamento de antigos colaboradores. Em 1960, reduzem a quota de importação cubano e, em 1961, decretam o bloqueio comercial, rompem relações com Havana e patrocinam o desembarque de rebeldes anticastristas na baía dos Porcos. Em 1962, com a descoberta da instalação de mísseis soviéticos em Cuba, os EUA ameaçam com um ataque nuclear e abordam navios soviéticos no Caribe para inspeção. A URSS recua e decide retirar os mísseis.
O alinhamento com o Kremlin começa com a unificação do Movimento 26 de Julho com o Partido Popular Progressista (comunista), em 1960. A União Soviética e outros países da Europa Oriental ocupam o lugar dos Estados Unidos como principais parceiros comerciais. O bloqueio econômico e as pressões americanas pela realização de eleições estimulam o regime cubano a estatizar a economia, organizar Comitês de Defesa da Revolução e adotar oficialmente o comunismo. A partir de 1966, Cuba transforma-se em centro de apoio a revolucionários na América Latina e outras áreas do Terceiro Mundo. Che Guevara, um dos principais dirigentes da Revolução Cubana, comanda guerrilheiros no Congo e na Bolívia, onde é morto em 1967.
Contracultura
Nessa época alguns jovens queriam tranformar o mundo com novos comportamentos, queriam modificar os pensamentosvaloras e atitudes cotidianas. Pensavam que as pessoas deviam buscar o prazer, a alegria, a natureza desprezando o controle: " Paz e Amor" o lema desses jovens que usavam rouppas coloridas, cabelos compridos, ou seja, hippies.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Átomos


Evolução dos Modelos Atômicos

Dalton (1.808)
(métodos experimentais)
O químico inglês John Dalton, que viveu entre 1.766 a 1.825, afirmava que o átomo era a partícula elementar, a menor partícula que constituía a matéria. Em 1.808, Dalton apresentou seu modelo atômico: o átomo como uma minúscula esfera maciça, indivisível, impenetrável e indestrutível. Para ele, todos os átomos de um mesmo elemento químico são iguais, até mesmo as suas massas. Hoje, nota-se um equívoco pelo fato da existênciados isótopos, os quais são átomos de um mesmo elemento químico que possuem entre si massas diferentesSeu modelo atômico também é conhecido como "modelo da bola de bilhar".
Modelo Atômico de Dalton: "bola de bilhar".
O átomo seria uma esfera (partícula) maciça e indivisível.


Thomson (1.897)
(métodos experimentais)
Pesquisando os raios catódicos, o físico inglês J. J. Thomson demonstrou que os mesmos podiam ser interpretados como sendo um feixe de partículas carregadas de energia elétrica negativa, as quais foram chamadas de elétrons. Utilizando campos magnéticos e elétricos, Thomson conseguiu determinar a relação entre a carga e a massa do elétron. Ele conclui que os elétrons (raios catódicos) deveriam ser constituintes de todo tipo de matéria pois observou que a relação carga/massa do elétron era a mesma para qualquer gás que fosse colocado na Ampola de Crookes (tubo de vidro rarefeito no qual se faz descargas elétricas em campos elétricos e magnéticos). Com base em suas conclusões, Thomson colocou por terra o modelo do átomo indivisível e apresentou seu modelo, conhecido também como o "modelo de pudim com passas":

Modelo de Thomsom: "pudim com passas".

O pudim é toda a esfera positiva (em azul) e as passas são os elétrons (em amarelo), de carga negativa.


Rutherford (1911)
(métodos experimentais)
O modelo atômico de Rutherford é baseado nos resultados da experiência que Rutherford e seus colaboradores realizaram: bombardeamento de uma lâmina muito fina (delgada) de ouro (Au) com partículas alfa (que eram positivas). Para ver e entender melhor a referida experiência, clique na figura abaixo:
Rutherford e seus colaboradores verificaram que, para aproximadamente cada 10.000 partículas alfa que incidiam na lâmina de ouro, apenas uma (1) era desviada ou refletida. Com isso, concluíram que o raio do átomo era 10.000 vezes maior que o raio do núcleo. Comparando, se o núcleo de um átomo tivesse o tamanho de uma azeitona, o átomo teria o tamanho do estádio do Morumbi. Surgiu então em 1.911, o modelo do átomo nucleado, conhecido como o modelo planetário do átomo: o átomo é constituído por um núcleo central positivo, muito pequeno em relação ao tamanho total do átomo porém com grande massa e ao seu redor, localizam-se os elétrons com carga negativa (compondo a "enorme" eletrosfera) e com pequena massa, que neutraliza o átomo.

Modelo atômico de Rutherford: modelo planetário do átomo.
O átomo é formado por um núcleo muito pequeno em relação ao átomo, com carga positiva, no qual se concentra praticamente toda a massa do átomo. Ao redor do núcleo localizam-se os elétrons neutralizando a carga positiva.

Principais Características do Átomo
As principais características do átomo é ser a menor partícula á constituir a matéria, sendo dotado seu núcleo de carga positiva (prótons) e carga neutra (nêutrons),em sua volta giram os elétrons estruturas ainda menores que o núcleo atõmico com carga negativa.

Elementos Químicos
Elemento Químico pode ser definido como um conjunto formado por átomos de mesmo número atômico (Z). Eles são representados por símbolos adotados de acordo com critérios internacionais, sendo que esses símbolos são reconhecidos em qualquer língua ou alfabeto, ou seja, o símbolo é o mesmo em qualquer país, por exemplo, a Prata é reconhecida internacionalmente pela sigla “Ag”. 

Todos os elementos possuem massa atômica, número atômico, ponto de fusão e ebulição. Atualmente são conhecidos 114 elementos, sendo que apenas 88 deles são encontrados na natureza (elementos naturais) e o restante são sintéticos (elementos químicos cujos átomos são produzidos artificialmente). 

Química e Saúde


Dos quase 100 elementos químicos que existem na natureza – 91 para ser  mais exato -, apenas 21 fazem parte do corpo humano. Sendo que mais de 60% da massa do nosso corpo é de oxigênio.

Temos 95% da massa do nosso corpo formado por 4 elementos: oxigênio, carbono, hidrogênio e nitrogênio. Os outros elementos apresentam em quantidade bem  menores, mas não são menos importantes, para o funcionamento do corpo. Um bom exemplo é o ferro que compõe apenas 0,005% do corpo humano, mas é essencial para o seu funcionamento, principalmente no sangue. O cálcio 1,38% que forma por exemplo os ossos e os dentes. O iodo 0,001% que regula o funcionamento de tiróide.
Existem também elementos do tipo “penetras”, que entram em nosso corpo mas não desenvolvem nenhuma função útil. O alumínio é um dos mais comuns. Traços deste elemento entra em nosso corpo através do uso das panelas na hora de cozinhar os alimentos. São eliminados pela urina, em poucas horas ou dias. Muitos dos elementos “penetras”,  são perigosos como é o caso dos metais pesados (Chumbo, mercúrio, etc). Estes entram no corpo e não são eliminados podendo  (dependendo da quantia) desencadear graves doenças.

Fonte: http://www.agracadaquimica.com.br/index.php?&ds=1&acao=quimica/ms2&i=9&id=470
http://enciclopediavirtual.vilabol.uol.com.br/quimica/atomistica/resumodosmodelos.htm


sexta-feira, 6 de maio de 2011

ásia


A Ásia, maior continente do mundo, tem cerca de 44,5 milhões de km2. Seus pontos extremos no eixo leste-oeste são, ao leste, o estreito de Bering, e ao oeste a cadeia do Cáucaso e os montes Urais que o separam da Europa, além dos mares Cáspio, Egeu, Negro e Mediterrâneo. Ao norte, a Ásia é banhada pelo oceano Glacial Ártico e ao sul pelos oceanos Índico e Pacífico. As terras da Ásia estão compreendidas entre as zonas tropical, subtropical, temperada e polar. Por sua imensa extensão no sentido longitudinal, a Ásia apresenta enormes diferenças de fuso horário em seu território. Os altos planaltos asiáticos compreendem as maiores altitudes do mundo: localizados na zona central da Ásia, os do Tibete, por exemplo, apresentam altitude máxima em cerca de 5.000 metros.
Esse planalto é cercado de um cinturão de cadeias montanhosas como o Himalaia, que contorna o Tibete, apresentando altitude máxima de 8.840 metros, no monte Everest. O Himalaia apresenta cerca de 3.000 quilômetros em sua extensão. Acredita-se que o território correspondente à Índia, outrora separado do restante da Ásia, aproximou-se da área continental, ocorrendo um choque que teria resultado nos dobramentos terciários de que o Himalaia é formado.
A Ásia pode ser dividida em grandes áreas geográfico-culturais: Ásia Central, Caúcaso, Extremo Oriente, Indochina, Oriente Médio, Sibéria e Subcontinente indiano.

Relevo




Dois grandes conjuntos de cordilheiras podem ser destacados: o primeiro estende-se de Anatólia até o Pamir, compreendendo as montanhas do Cáucaso, os montes Zagros, o Hindu Kush, o Kolima e o Himalaia. A outra linha de cordilheiras é formada pelos montes Urais e pelas montanhas de Nova Zembla. Ao sul, existem planaltos e planícies importantes, como os planaltos da Arábia, do Irã e do Deccan; e as planícies da Mesopotâmia e os vales do Indo e do Mekong.

A região central é ocupada pelos planaltos do Tibete e da Mongólia, as estepes do Casaquistão e do Quirguistão, o deserto de Gobi e as planícies do norte da China.Ao norte, a região é composta pela planície siberiana e pelo planalto de Kolima.


Hidrografia




O norte do continente é cortado pelos grandes rios siberianos: Ob, Ienissei, Lena e Kolima, que desaguam no oceano Ártico e permanecem congelados durante a maior parte do ano. Na Ásia Central, encontram-se bacias, como a do Tarim no noroeste da China e os rios Amu Daria e Sir Daria, que desembocam no mar de Aral.

Nas regiões meridionais e orientais localizam-se os maiores e mais importantes rios asiáticos: o Amarelo e o Yangzi na China; e o Brahmaputra, o Ganges e o Indo na Índia. No Oriente Médio, os rios mais importantes são o Tigre e o Eufrates.

Clima

Há quatro tipos de clima: siberiano, mediterrâneo, desértico e monções. O siberiano estende-se por toda a faixa norte e se caracteriza pelos longos invernos. Na região do litoral predomina o clima mediterrâneo. Já no interior do continente o clima é desértico, muito quente e seco durante o dia e gélido à noite. O regime das monções determina as condições climáticas das regiões meridionais e orientais.


Flora e fauna




A cobertura vegetal do continental ao norte é constituída pela tundra. Ao sul encontra-se a região coberta por bosques de coníferas. Estepes e grandes regiões desérticas predominam no sul da Sibéria e na Ásia central. As chuvas periódicas na Índia, China, Indochina e Indonésia favorecem o desenvolvimento de florestas tropicais e da vegetação de savana.

A vida animal do continente asiático é muito rica. Ursos-brancos, renas e diversos animais de peles raras como as focas, martas, lontras e arminhos deslocam-se para a região no verão, vindos da zona da taiga onde vivem alces, cervos, ursos-pardos, linces e lebres. Nas estepes e nos desertos habitam antílopes, gazelas, cabras, ovelhas, camelos, lobos, hienas e vários tipos de répteis. Leopardos e marmotas são encontrados nas terras altas da Ásia Central, enquanto aves tropicais e diversas espécies de ursos e de tigres habitam a área de monções. Na Índia, vivem também elefantes, crocodilos e cobras.

Composição étnica

A população asiática pertence a três grandes grupos étnicos: o caucasiano (brancos), o mongolóide (amarelos) e o negróide ou melanóide.

Línguas

Os mais importantes grupos lingüísticos são o eslavo (russo), o japonês, ocoreano, as línguas semíticas, o iraniano, as línguas indo-arianas do Hindustão, as dravídicas do sul da Índia, as sino-tibeteanas (chinês), as malaio-polinésias, e as austro-asiáticas (vietnamita).

Etnias

Embora a maior parte da população asiática seja composta de povos de raça amarela, há também expressivo número de representantes dos outros troncos étnicos, o negro e o branco.
Os amarelos ou mongolóides compõem a etnia dominante e distribuem-se pelas regiões da taiga e da tundra (ao norte), pelos planaltos da Ásia Central e sobretudo pelo leste e sudeste do continente, regiões asiáticas mais intensamente povoadas. Ocorrem grandes diferenças físicas, linguísticas e culturais entre esses povos (chinesesjaponesescoreanosmalaiosindonésios), mas sobretudo entre eles e os grupos mais isolados, como os quirguizesmongói e tibetanos.
Os brancos ou caucasóides predominam no sudeste do continente (Oriente Médio), onde são encontrados os árabes, os turcos, os israelensescurdos, etc., e na Ásia Central, cujos países receberam grandes contingentes de população eslava (principalmente russos) ao serem incorporados à extinta União Soviética. Também na Índia e no Paquistão há um ramo étnico branco, mas seus representantes são bem amorenados.
Quanto aos negros, aparecem em menor número, distribuindo-se no sul da Índia e em ilhas do Oceano Índico. Pertencem ao grupo drávida, cuja influência é marcante na cultura hindu.


Religiões

A Ásia também abriga as grandes religiões da humanidade, tendo sido o berço de todas elas. 22% dos asiáticos professam o hinduísmocerca de 792.897.000, comum na Índia e arredores, e o budismo, comum em todo o Extremo Oriente com 9,1% cerca de 350.000.000 de seguidores, onde além dessa religião, são praticados o Cristianismo Católico e Ortodoxo com 135.000.000 e os Protestantes com aproximadamente de 50.000.000 de seguidores, além das religiões chinesas, o confucionismo (China) e o xintoísmo (Japão). O islamismo é outra religião bastante difundida na Ásia com cerca de 807.034.000 fazendo dela a maior religião em números absolutos de pessoas na Ásia , sobretudo no Oriente MédioTurquestãoÍndia e Insulíndia. Merece destaque ainda o judaísmo, centralizado em Israel.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u241.jhtm

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A quebra de 1929

 crise de 1929
Crise de 1929: fila de desempregados 

Durante a Primeira Guerra Mundial, a economia norte-americana estava em pleno desenvolvimento. As indústrias dos EUA produziam e exportavam em grandes quantidades, principalmente, para os países europeus. 

Após a guerra o quadro não mudou, pois os países europeus estavam voltados para a reconstrução das indústrias e cidades, necessitando manter suas importações, principalmente dos EUA. A situação começou a mudar no final da década de 1920. Reconstruídas, as nações européias diminuíram drasticamente a importação de produtos industrializados e agrícolas dos Estados Unidos. 

Com a diminuição das exportações para a Europa, as indústrias norte-americanas começaram a aumentar os estoques de produtos, pois já não conseguiam mais vender como antes. Grande parte destas empresas possuíam ações na Bolsa de Valores de Nova York e milhões de norte-americanos tinham investimentos nestas ações.

Em outubro de 1929, percebendo a desvalorizando das ações de muitas empresas, houve uma correria de investidores que pretendiam vender suas ações. O efeito foi devastador, pois as ações se desvalorizaram fortemente em poucos dias. Pessoas muito ricas, passaram, da noite para o dia, para a classe pobre. O número de falências de empresas foi enorme e o desemprego atingiu quase 30% dos trabalhadores.

A crise, também conhecida como “A Grande Depressão”, foi a maior de toda a história dos Estados Unidos. Como nesta época, diversos países do mundo mantinham relações comerciais com os EUA, a crise acabou se espalhando por quase todos os continentes. 

A crise de 1929 afetou também o Brasil. Os Estados Unidos eram o maior comprador do café brasileiro. Com a crise, a importação deste produto diminuiu muito e os preços do café brasileiro caíram. Para que não houvesse uma desvalorização excessiva, o governo brasileiro comprou e queimou toneladas de café. Desta forma, diminuiu a oferta, conseguindo manter o preço do principal produto brasileiro da época. Por outro lado, este fato trouxe algo positivo para a economia brasileira. Com a crise do café, muitos cafeicultores começaram a investir no setor industrial, alavancando a indústria brasileira.

A solução para a crise surgiu apenas no ano de 1933. No governo de Franklin Delano Roosevelt, foi colocado em prática o plano conhecido como New Deal. De acordo com o plano econômico, o governo norte-americano passou a controlar os preços e a produção das indústrias e das fazendas. Com isto, o governo conseguiu controlar a inflação e evitar a formação de estoques. Fez parte do plano também o grande investimento em obras públicas (estradas, aeroportos, ferrovias, energia elétrica etc), conseguindo diminuir significativamente o desemprego. O programa foi tão bem sucedido que no começo da década de 1940 a economia norte-americana já estava funcionando normalmente.

Período Entre-guerras

       PERÍODO ENTRE GUERRAS


  O entre-guerras, período compreendido entre o término da Primeira Guerra Mundial (1918) e o início da Segunda Guerra Mundial, foi marcado por crises econômicas, políticas e sociais em vários países. Quando o primeiro conflito mundial terminou, os EUA era uma nação poderosa, a mais rica do mundo. Assim, em 1918, novamente a presença americana era flagrante. Empréstimos e mais empréstimos foram contratados pelos europeus visando à reconstrução dos países destruídos. Esses fatores condicionaram aos EUA uma prosperidade sem precedentes. Um período de grande abundância gerou uma idêntica euforia social. Os empresários americanos nadavam em capitais.
     Exportava também o "modelo de homens de negócios", o Self-made-mam. Aquele empreendedor, que, saindo das camadas humildes da população, competentemente prosperou. Toda essa riqueza gerou, nos EUA, um novo ideal de vida ou um novo estilo de vida americano, o "american way of life". Estilo de vida baseado na febre de consumo de produtos industrializados. Mas essa abundância era ilusória, pelo menos para a maioria do povo norte-americano.
  Uma prosperidade vulnerável... Para alimentar o sonho americano, milhares de pessoas especulavam na bolsa de valores, as empresas supervalorizavam os seus papéis.  Na medida em que a Europa se recuperava dependia cada vez menos das importações americanas. Os capitalistas pagavam salários baixos e o número de miseráveis aumentava cada vez mais. No entanto, em 1929, conheceram uma profunda crise, com a queda da bolsa de valores de Nova York, que gerou, por sua vez, uma gravíssima crise interna, provocando alto índice de desemprego e acabando por afetar vários países.
   A superprodução provocada pelo subconsumo, a queda geral dos preços e a especulação geraram uma crise sem precedentes: a queda da bolsa de valores. Em setembro de 1929, o valor das ações começou a oscilar; de repente subia, logo em seguida caía. No mês seguinte, só houve queda, e os investidores queriam livrar-se das ações vendendo-as rapidamente. No dia 24 de outubro, conhecido como a “quinta-feira negra”, houve pânico na Bolsa. Cerca de 13 milhões de ações foram negociadas a qualquer preço, em um único pregão. De uma hora para outra, milhares de investidores viram-se na miséria.
  A crise desenvolveu-se numa reação em cadeia. O crash financeiro acentuou a crise industrial, desaparecendo qualquer possibilidade de recuperação. Foi necessário reduzir a produção e abaixamento de salários dos que continuavam trabalhando. Por volta de 1933, mais de 14 milhões de norte-americanos estavam desempregados.



sexta-feira, 8 de abril de 2011

De volta à poesia

O que é a poesia? Não há definição objectiva dela, mas a poesia é, talvez, a expressão de sentimentos, emocões e sentidos do poeta em relação àquilo que o rodeia ou pelo que toma como tema, revelada numa forma escrita, cuja sonoridade e estrutura, muitas vezes se assemelha a um cântico, a um apelo, etc.
Analisando-a no plano fónico, a poesia não é uma linguagem comum que serve somente para significar. Consegue criar um conjunto de sons agradáveis e melodiosos através da rima, do ritmo e de várias figuras de estilo como a repetição que é frequentemente utilizada.

Função 

A poesia consegue tornar visível algo abstracto como os sentimentos, em realidades quase palpáveis.
Uma das formas mais representativas da poesia é o lirismo que não é mais do que a expressão do "eu".
Aí, o poeta fala do que sente; revela-nos o seu estado de espírito, de um modo que é estranho ao homem em geral, que muitas vezes é tomado pelos mesmos sentimentos e sensações, mas que não é capaz de os revelar da mesma forma. Aliás, como o são os sentimentos, a poesia não é regida por um modelo generalizado: cada poeta tem a sua forma, o seu estilo, o seu método de escrever...
O poeta poderá também apresentar como tema aquilo que o rodeia. Interioriza o que lhe é externo e trata-o de uma forma sentida, expondo o resultado, de um modo geral, completamente transformado, à sua maneira: revela um mundo criado por si a partir de um mundo que lhe passa ao lado.
É uma arte; é um dom que só alguns possuem. É conseguir fazer chorar a partir de um motivo para rir. É tão somente viver poesia.

Fonte:http://migo1.tripod.com/oque_e.html

Algumas poesias: 



Sou como você me vê,

posso ser leve como uma brisa,
ou forte como uma ventania,
depende de quando,
e como você me vê passar.

Clarice Lispector


Os ventos que as vezes tiram

algo que amamos, são os
mesmos que trazem algo que
aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar
pelo que nos foi tirado e sim,
aprender a amar o que nos foi
dado.Pois tudo aquilo que é
realmente nosso, nunca se vai
para sempre...

Bob Marley


AS SEM-RAZÕES DO AMOR



Eu te amo porque te amo,

Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.


Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.


Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.


Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Física: óptica


Sol: Fonte de luz primária incandescente.
Óptica é a parte da Física que estuda a luz e os fenômenos luminosos. Seu desenvolvimento se deu a partir da publicação da Teoria Corpuscular da Luz, por Isaac Newton, teoria que admitia que a luz era formada por um feixe de partículas.

Define-se luz como sendo o agente físico que sensibiliza nossos órgãos visuais. 

A Luz é uma onda eletromagnética e sua velocidade no vácuo é de aproximadamente 3,0 x 105


Raios de Luz 

São linhas que representam a direção e o sentido de propagação da luz. A ideia de raios de luz é puramente teórica, e tem como objetivo facilitar o estudo. 

Um conjunto de raios de luz, que possui uma abertura relativamente pequena entre os raios, é chamado de Pincel Luminoso. 

O conjunto de raios luminosos, cuja abertura entre os raios é relativamente grande, é chamado Feixe Luminoso.
Os Feixes Luminosos ou os Pincéis Luminosos podem ser classificados em: 

• Cônico divergente 
Os raios luminosos partem de um único ponto (P) e se espalham. 






• Cônico convergente 
Os raios luminosos se concentram em um único ponto. 



• Cilíndrico 
Os raios luminosos são todos paralelos entre si. Nesse caso a fonte de luz encontra-se no infinito, e denomina-se fonte imprópria. 

Fontes de Luz 
As fontes de luz são corpos capazes de emitir luz, seja ela própria ou refletida. Fontes de luz podem ser classificadas em: 

• Fontes de luz Primárias 
São fontes de luz que emitem luz própria. Elas podem ser: 
Incandescentes: Quando emitem luz a altas temperaturas. 
Ex: O Sol, a chama de uma vela e as lâmpadas de filamento. 

Luminescentes: Quando emitem luz a baixas temperaturas. As fontes de luz primária luminescentes poder ser fluorescentes ou fosforescentes. 

Fluorescentes: emitem luz apenas enquanto durar a ação do agente excitador. 
Ex: Lâmpadas fluorescentes. 

Fosforescentes: Emitem luz por um certo tempo, mesmo após ter cessado a ação do excitador. Nessas fontes de luz a energia radiante é proveniente de uma energia potencial química. 
Ex: Interruptores de lâmpadas e ponteiros luminosos de relógios. 

• Fontes Secundárias 

São aquelas que emitem apenas a luz recebida de outros corpos. 
Ex: Lua, cadeiras, roupas, etc. 


Princípios da óptica geométrica 
Lei da Propagação Retilínea da Luz 
Nos meios homogêneos e transparentes a luz se propaga em linha reta 

Lei da Independência dos Raios Luminosos
Quando raios luminosos se cruzam, cada um deles segue seu trajeto como se os outros não existissem.